VIEIRAS

Caracterização

Unidade Federativa: MINAS GERAIS
Fundação: 12 de Dezembro de 1953
Mesorregião: Zona da Mata
Gentílico: Vieirense
Distrito Sede: Vieiras
Distrito Subordinado: Santo Antônio do Glória
Denominação Anterior: Santa Cruz da Babilônia
Área: 112,99 Km2
CEP: 36895-000
DDD: 32

Altitude:
– Máxima: 1351 m – Serra do Gavião
– Mínima: 679 m – Foz Córrego Água Limpa
– Ponto central da cidade: 730 m
Fuso horário: UTC -3
Latitude: 20° 51′ 57″ S
Longitude: 42° 14′ 38″ O
Clima: Tropical de Altitude

Temperatura:
– Média anual: 23,5 C
– Média máxima anual: 31 C
– Média mínima anual: 18,2 C
– Índice médio pluviométrico anual: 1564 mm

Relevo:
topografia
– Plano: 2%
– Ondulado: 8%
– Montanhoso: 90%
Principal rio: RIBEIRÃO DA BABILÔNIA
Bacia: BACIA DO RIO PARAÍBA DO SUL

História

Vieiras, ex-Santa Cruz da Babilônia, se encontra localizada no Vale do Rio Glória. A grande gleba de terra com área de 2.500 alqueires geométricos foi adquirida por Rs. 6000$000 (seis centos de reis) pelo Tenente Lucas Antunes Vieira ainda no tempo do Império. Ali ergueu-se um cruzeiro de madeira, marco inicial da fundação do povoado e base de todo progresso espiritual e material de Vieiras. Haja visto o Jubileu do Senhor Bom Jesus de Vieiras, onde acorre para ali peregrinos de toda região e outras localidades que ali permanecem de 7 a 14 de Setembro a fim de cumprir promessas e outras manifestações religiosas que se sucedem no encerramento do Jubileu.

Segundo os antigos moradores, o povoado de Santa Cruz da Babilônia, nome primitivo da atual cidade de Vieiras, que se supõe datar de 1878, tem a origem e significado de seu primeiro topônimo preso a Fazenda da Babilônia e ao cruzeiro de madeira. Era a fazenda da Babilônia coberta de mata virgem desde a fazenda hoje denominada “Pimenta” até o alto denominado “Pico do Aquenta Sol” no limite com São José da Pedra Dourada, Sumbuco, Azedo, Água Limpa e Serrinha da Babilônia. A produção da fazenda, se limitava apenas à criação de suínos, os quais eram soltos a revelia pelas matas virgens, onde se alimentavam de bagas de palmeiras, raízes e frutos da selva, fazendo-os de meia engorda, quando eram recolhidos ao curral para serem vendidos aos mercadores da época ou abatidos para o consumo da fazenda.

Mais tarde, extinto o saudoso proprietário Tenente Lucas Antunes Vieira, foi a grande fazenda inventariada tendo sido dividida entre seus herdeiros. Segundo informações, houve disputa na escolha do sítio onde se formaria o povoado de Santa Cruz da Babilônia. Os Vieira e os Bentos optavam pela formação do lugarejo nas imediações da Fazenda Velha, em sítio próximo a margem do Ribeirão da Babilônia, sendo erguidos quatro esteios de madeira para construção de uma capela. Do outro lado, os Valentes e os Ribeiros preferiam o lugar situado acima da margem direita do mesmo curso d’água, foi logo construído um cemitério na beira da estrada do “Pito Aceso”, que seria o do povoado. Graças porém ao espírito pacificador de João Antunes Vieira, vulgo João Lucas, filho do Tenente Lucas Antunes Vieira, os contendores deram por encerrado o litígio, sendo sustada a formação do povoado nos lugares mencionados. João Antunes Vieira doou em data que não se pode precisar, dois alqueires de terra e posteriormente mais dois, nas proximidades da confluência do ribeirão “Serrinha” com o córrego do “Inhambú”. Ali surgiu um cruzeiro, depois a capelinha de Santa Cruz da Babilônia. Em torno da capela foram aparecendo as primeiras casas sem qualquer plano urbanístico e o povoado foi crescendo ao correr dos tempos.

Em 1948, foi criado o Distrito de Vieiras, com sede no povoado de Santa Cruz da Babilônia. Em virtude da Lei Municipal n.º 122, de 4 de Junho de 1953, confirmada pela Lei Estadual n.º 1.039, de 12 de dezembro de 1953, criou-se o Município de Vieiras, mudando de nome em homenagem aos desbravadores da região onde se localiza a sede do Município de Vieiras.

Ata de instalação do distrito de Vieiras

Aos 7 (sete) dias do mês de setembro de 1952, no edifício da escola pública “D. Matilde Vieira” na sede do município, sob a presidência do Sr. Prefeito municipal de Miradouro, com a presença de várias autoridades e de grande público, o Sr. Prefeito declarou aberta a sessão Solene de instalação do Distrito de Vieiras. Logo a seguir, o Sr. Presidente convida a mim, Jacob Lopes de Paula Homem – escrivão de paz e oficial do registro civil do Distrito, para secretário, convidou para fazer parte da mesa as seguintes pessoas: Deputado José Alcino Bicalho, Vereador José Soares de Souza, Vereador Sebastião Dias Filho, Sr. Antônio Lopes de Faria Sobrinho, -contador – secretário da prefeitura municipal, Jacy de Paula Homem, Sr. Sebastião Gomes Pereira, Sr. João Fava e a professora Raimunda Borges.

Depois de composta mesa, o Sr. Presidente, de pé com os demais presentes, pronunciou as seguintes palavras: “EM FACE DO DISPOSTO NO DECRETO Nº 3761 DE 29 DE MARÇO DE 1952 DECLARO INSTALADO O DISTRITO DE VIEIRAS, CRIADO PELA LEI Nº 336 DE 27 DEZEMBRO DE 1948”. Em seguida foi cantado o Hino Nacional. Usou em seguida da palavra o Sr. Jacy de Paula Homem, que traduziu os sentimentos dos vereadores José Soares de Souza Filho, que em eloquente improviso, externou à sua satisfação pela concretização da aspiração dos vieirenses, ou seja, a instalação do Distrito. Várias escolas, em seguida, fizeram aplaudidos recitais, inclusive a saudação à Bandeira Nacional. Falando por último, usou da palavra o Deputado José Alcino Bicalho, que se esforçou muito para à criação do Distrito de Vieiras e fez um apelo a todos para que cooperassem com o poder público, notadamente com o plecaro Governador Juscelino Kubitschek de Oliveira, no sentido de que trabalhassem pelo progresso do distrito, do município e do estado. Logo a seguir o Sr. Prefeito Municipal José Teodoro do Vale, presidindo a solenidade, declarou encerrada a sessão, tendo antes agradecido o comparecimento de todos. Para constar, foi lavrada a presente ata que foi assinada pelo Sr. Prefeito Municipal, pelas autoridades e demais pessoas presentes, e por mim Secretário.

Vila de Vieiras, 7 de setembro de 1952

População

População Residente
1970: População urbana: 985. População rural: 3.587. Total: 4.572.
1980: População urbana: 1.180. População rural: 2.930. Total: 4.110
1991: População urbana: 1.275. População rural: 2.521. Total: 3.796
2000: População urbana: 1.781. População rural: 2.166. Total: 3.947
2010: População urbana: 1.854. População rural: 1.878. Total: 3.732
2022: Total: 3.700

Densidade demográfica (2022)
32,83 hab/km²

Prefeitos de Vieiras (1953 – Presente)

1- Francisco Rabelo (Intendente)
2- João de Oliveira Antunes (Intendente)
3- Vicente Montezano Filho (1954 a 1958)
4- João Fava (1958 a 1962) e (1967 a 1970)
5- Sebastião Dias Filho (1963 a 1966)
6- Olavo Luiz Breijão (1971 a 1972) e (1993 a 1996)
7- José Soares de Souza Filho (1973 a 1976)
8- Éder Toledo Magalhães (1977 a 1983), (1988 a 1992) e (2005 a 2008)
9- Juvenal Soares Duarte (1983 a 1986) e (2001 a 2004)
10- Pedro Rodrigues de Faria (1986 a 1988)
11- Onofre Soares (1997 a 2000)
12- Waldinei Chicareli de Andrade (2009 a 2012) e (2013 a 2016)
13- Adriano dos Santos (2017 a 2020)
14- Ricardo Celles Maia (2021 a 2024)

Transportes

Distâncias aproximadas aos principais centros (Km):
– Belo Horizonte: 364
– Rio de Janeiro: 348
– São Paulo: 691
– Brasília: 945
– Vitória: 325

Principais rodovias que servem de acesso a Belo Horizonte:
– BR-381, BR-262, BR-116

Principais rodovias que servem ao município:
– AMG-2902, BR-040, BR-267, BR-116

Municípios limítrofes:
– SÃO FRANCISCO DO GLÓRIA
– MIRADOURO
– MURIAÉ
– EUGENÓPOLIS
– PEDRA DOURADA

Fonte:
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.